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segunda-feira, 28 de junho de 2010

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Curiomania - Brasil... Um Brasil brasileiro!


Estando-se em época de Copa do Mundo, eleições e outras atividades populares, é de mérito lembrar algumas coisas que só poderiam acontecer nesse país tropical, abençoado por Deus... e bonito por natureza; mas que beleza.

- É um dos únicos países a conter alguma grafia em sua bandeira nacional: “Ordem e Progresso”.
- É um dos poucos países a não respeitar a sua bandeira: calma, não é pelo fato de não haver ordem nem tampouco progresso social no país. É que, na Praça dos Três Poderes, em Brasília, a bandeira não suporta o vento e rasga o tempo todo.
 - Entre as cidades de São João Del Rei e Tiradentes, no estado de MG, ainda está em atividade a Maria Fumaça mais antiga do mundo (1881)
- Desde o governo de Campos Sales (1898) o estilo de corrupção não mudou: Política dos Governadores (“eu apoio quem me deixa no poder”) e os Coronéis: “ou vota em mim, ou você tá f***... mas, toma aí uma cesta básica”. Não é o mais antigo do mundo, mas já tem mais de cem anos de existência.
 - O tráfego de helicópteros em São Paulo, segundo a “grande”, “inteligente” e “estimada” revista veja, é o terceiro maior do mundo.
- “A cidade de São Paulo deve ser um importante foco de atenção das políticas de combate à pobreza no Brasil” – PNUD (Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento)
- Joinville, no estado de SC, realiza o maior festival de dança do Mundo, o qual reúne, aproximadamente, 6.000 participantes de 30 países (diz a competente revista Istoé)
- A Dança mais famosa do Brasil, pelo menos em 2010, é o “Rebolation”.
- “Gigante pela própria natureza, é belo, és forte impávido colosso; e o teu futuro espelha essa grandeza” (do Hino Nacional)
- Foram desmatados 26.130 Km2 de florestas na Amazônia brasileira entre Agosto de 2003 e agosto de 2004. (INPE – Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais)
  É, “esse Brasil lindo e trigueiro, é meu Brasil brasileiro, terra de Samba e pandeiro... Brasil!” (Ary Barroso)

terça-feira, 8 de junho de 2010

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Curiomania - “Love is a flower. You gotta let it grow”


       Mais um 12 de Junho se aproxima, e o carinho mútuo entre os vários casais existentes parece que aumenta vertiginosamente. Tal qual a natureza, tudo tem um porquê...



       No Império Romano, existiu um padre chamado Valentim, que, subversivamente à política do imperador Cláudio II, realizou inúmeros matrimônios. Tal ação desrespeitou as ordens imperiais, que visavam preencher o exército romano com soldados solteiros.

       Resultado: o Padre foi preso, apaixonou-se pela filha cega de um carcerário... e, com seu amor, operou um milagre, devolvendo a visão a sua amada. O padre morreu no dia 14 de fevereiro... Ué? A data não é dia 12 de Junho? No Brasil, o Dia dos Namorados foi posto no dia 12 de Junho tão-somente para alimentar o comércio nessa época... mas aí já é outra história...



     Pois bem, mais importante do que a data, o sentimento deste dia repleta a alma de diversos enamorados que fazem juras de amor e presenteiam a(o) amada(o) como uma demonstração de ternura, de afeto, de carinho. Talvez esse sentimento curioso e peculiar do ser humano seja a única esperança para o fim de tantas guerras, de tantas coisas ruins... já que o Amor sempre esteve ligado a uma outra palavra: Paz.



        Como já se fala muito por aí: “Quem ama cuida”. E como já disse o poeta: “É preciso amar as pessoas como se não houvesse amanhã”



       O Blog Curiomanias, então, elaborou uma lista de 5 filmes que são essenciais para demonstrar toda a importância dessa data:



1 - “Simplesmente Amor” (Love Actually) 

Mostra diversas histórias de amor paralelas, às vésperas do Natal. Vale a pena conferir.



2 -“P.S Eu te Amo” (P.S I Love You) 

Gerry ama sua esposa tanto que, prevendo sua própria morte, escreve-lhe cartas que a auxiliam no decorrer de sua vida.



3 – “A Família da Noiva” (Guess Who?) 

Rapaz passa apuros pelo fato de ser branco, e sua namorada ser de uma tradicional família negra. Comédia romântica muito boa



4 - “Dois é bom, três é demais” (You, me and Dupree) 

Recém casados devem lidar com o atrapalhado amigo do marido. Comédia romântica, também.



5 – “Fale com Ela” (Hable con Ella) 

Romance dramático, que mostra dois amigos frustrados apaixonados por duas mulheres em coma. Filme profundo, típico do cinema europeu.



         Enfim, mais importante que a data, é o sentimento que ela fornece às pessoas; e que este sentimento perdure ao longo de toda a vida humana, pois, se há um caminho para a paz, para a justiça e para o Bem, John Lennon o retratou em palavras:



“Love is free; free is love

Love is living; living love

Love is needing to be loved”

quarta-feira, 2 de junho de 2010

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Curiomania -Como dizia a canção: “And the world will live as one” ?



            A eterna guerra entre judeus e palestinos ganha mais um capítulo esta semana: um comboio de ativistas sociais – que pretendia auxiliar a região –  foi atacado por tropas israelenses. Segundo Iara Lee, brasileira presente no comboio, “chegaram atirando”. Aí que eu me pergunto: seria vontade de qualquer Deus (seja ele de qual for a religião) ver seus próprios filhos matando uns aos outros? Seria vontade de Deus ver seres humanos explorando uns aos outros? Fome, guerra, miséria, opressão... indignidade.

            A Questão Palestina é apenas um fruto das religiões. No passado, religião e guerra eram quase sinônimas:

            Foi com a Jihad (guerra santa) que o Império Árabe saiu dominando o oriente médio, o norte da África, chegando até Poitiers (Império Franco), onde foram derrotados por Carlos Magno.

            Foi com a crescente expansão do Império Árabe que a Igreja Católica – junto com seus reis – passou a estimular as Cruzadas, a fim de se garantir o domínio de Jerusalém (a cidade de três religiões: católica, judia e muçulmana)

            Foi por causa da religião que o Exército Republicano Irlandês (IRA) vinha espalhando o terror na Inglaterra Anglicana/protestante.

            Foi por causa... bem, acho que já basta tanta matança, né?

            O fato é que o que foi criado para ser um alento para o ser humano, o que foi criado para pacificar a nossa alma ante esse mundo injusto e desigual passou a ser motivo de discórdia e raiva. Ao invés das pessoas amarem umas as outras, muitas passam a odiarem-se apenas por causa de crenças distintas. Daí que me lembro do trecho da música “Imagine”, de John Lennon, título deste artigo: quando o mundo vai ser um só? Quando as pessoas vão parar pra pensar que somos seres humanos em primeiro lugar, e não sacerdotes, pregadores, etc?

            Karl Marx, sociólogo e filósofo alemão, disse: “a religião é o ópio do povo”. O que ele quis dizer nessa citação – relevando-se sua circunstância histórica – foi que o proletariado, explorado pela burguesia industrial, vivendo num Estado sem leis trabalhistas nem garantias constitucionais, achava na Fé a sua saída para o sofrimento... Hoje, eu complementaria sua frase: “a religião é o ópio do povo, e Deus a verdade que ninguém vê”. Pois, o homem, pelo que parece, criou um outro Deus.

Acredite no Deus que criou o homem; e não no Deus que o homem criou.

            Sendo assim, será que foi certo:

- O Tribunal do Santo ofício e sua Inquisição durante a Idade Média?
Em nome do Pai?
A matança dos índios americanos por puritanos durante a colonização das treze colônias inglesas?
Em nome do Pai?
- A Questão Palestina que, desde a independência de Israel (1948) vem gerando conflitos e, por conseguinte, mortes?
Em nome do Pai?
Que Pai, afinal, desejaria morte a um filho? (Bem, talvez só no caso da mega-sena lá...)

          Eu, Renato, sou assinante da TVE, da Espanha. E confesso que fiquei simplesmente sem palavras ao ver um pai espanhol, cujo filho estava no comboio, proferindo as seguintes palavras: “Mi hijo o está detenido, o está herido, o se ha muerto”. A Fé em algo superior, que era para ser o nosso abrigo neste universo imenso e vazio, está tomando um rumo contrário! Está sendo palco de desumanidade. Como dito na “Curiomania” anterior, parece que Hades está novamente nos atingindo...

E,  se há uma escapatória para tanta desgraça, ela não vem de tecnologias, nem de conhecimento... ela vem... (vou deixar para o dramaturgo/cineasta inglês Charles Chaplin nos dar a resposta):

“Pensamos demasiadamente; sentimos muito pouco. Necessitamos mais de humildade que de máquinas; mais de bondade e ternura que de inteligência. Sem isso, a vida será de violência... e tudo estará perdido”

Estaria? Talvez haja uma esperança...

sexta-feira, 28 de maio de 2010

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Curiomanias - Fúria de Titãs… de nós mesmos


      
        Semana passada, assistindo ao filme “Fúria de Titãs”, percebi que podemos tirar pelo menos duas conclusões do filme: coragem para assumirmos nossos ideais e humildade para sermos pessoas melhores. É o que filme mostra, é o que a Mitologia grega ensina; apesar do filme retratar a história original um pouquinho diferente...

      

        Em “O Livro de Ouro da Mitologia”, Thomas Bulfinch nos conta como Perseu – filho de Zeus e de Dânae – derrotou a Medusa, ex-linda donzela que petrifica tudo que vê, e como logrou – com uma espada - salvar o “país dos etíopes” do Monstro Marinho, mandado pelas ninfas marinhas que queriam acabar com a rainha Cassopéia. No final, Perseu acabou ganhando a mão da princesa Andrômeda.

       

        No filme estrelado por Sam Worthington (de “Avatar”), Perseu mantém suas características com algumas certas diferenças: derrota o Monstro Marinho (Kraken) utilizando-se da cabeça de Medusa e, apesar de salvar Andrômeda, vê seu coração bater mais forte por Ilo, uma humana imortal, que acaba sendo sua conselheira... amor eterno.

       

         A trama principal do Filme começa com Perseu, que vê seus pais humanos serem mortos pelos Deuses do Olimpo, durante uma batalha entre estes e os humanos, que se revoltaram com os Deuses por causa das desgraças que vinham ocorrendo em suas vidas. Perseu – que é semi-deus – revolta-se com o Olimpo pela morte de seus pais e une-se com os homens comuns para acabar com o Olimpo. A fé, naquele momento, não valia nada para o homem.

       

         Ainda, Perseu jura não se utilizar de nada que seja de sua natureza divina para combater àqueles que destruíram sua família humana... quer lutar simplesmente como humano... entre humanos.       Zeus, prevendo a guerra pela falta de fé dos humanos, é obrigado a convocar Hades, Deus do mundo dos mortos, para destruir os humanos, liberando o Monstro Marinho (Kraken): o mundo virou um caos.

         Perseu, com toda sua singeleza, salva o mundo, seguindo os conselhos de Ilo, que acaba morta... ouve-se o amor no grito de Perseu.

 

        No fim, salvando o mundo humano, como humano, Perseu tem uma conversa com Zeus, com quem antes estava indignado pela morte de seus pais humanos. Nesta conversa, aprende-se muita coisa... Hades foi derrotado, o submundo perdeu; a fé no Bem venceu. Mas, por que houve mortes, sofrimento, caos para isso? Zeus nos dá a resposta. Tudo que Zeus tem é o ser humano. Na mitologia, nós somos criações de Zeus. Uma vez perdida essa nossa fé, o submundo (Hades) se levanta diante de nós, fazendo com que o mundo realmente se torne um lugar de violência, um lugar de morte. Zeus bem disse no filme que quem liberou o Kraken foram os próprios humanos... o mal  surge quando perdemos nossa capacidade de solidariedade, de dependência para com o mundo, e isso acontece, na vida real, quando começamos a achar que somos os “reis do pedaço” (desmatamento, poluição, guerras...)

 

   A lição que Perseu nos dá é a de que com humildade, para assumir nossa condição humana, e ideais para nos transformarmos em Deuses, podemos chegar muito longe, com paz, esperança e vigor. Perseu, como dito no filme, teria em si o melhor dos Deuses e o melhor dos Homens.

 

     Enfim, Zeus, usando do seu poder, ressuscita Ilo. Os olhos de Perseu brilham e o mundo volta a ser como era antes...

 

MEIO HUMANO, MEIO DIVINO.

terça-feira, 25 de maio de 2010

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Curiomania - Efeito Estufa é normal... já o Efeito Homem...


      “Quando acabam as florestas, as águas se vão, as colheitas se vão (...). Depois disso aparecem os fantasmas milenares: as inundações e as secas, o fogo, a fome e as doenças” (Robert Chambers)

       Ultimamente, tem-se visto nos meios de telecomunicação a grande preocupação frente às terríveis mudanças climáticas que estão sujeitas a ocorrer no globo terrestre. Um dos fatores que mais chamam a atenção é o tal do Efeito Estufa... mas, o que é isso?
         Antes de qualquer coisa, imaginemos a situação:

         Você estaciona seu carro em Bangu, sob uma “lua” de 40 graus. Ao retornar, você se surpreenderá com a “quentura” do ambiente do veículo... é mais ou menos o que acontece na Terra: os raios solares adentram no veículo, a superfície do carro irradia ar quente e os vidros e a casca do carro retêm este ar. No caso terráqueo, a superfície do carro seria a superfície da Terra mesmo, e o “vidro” que retêm parte deste ar quente seriam os gases Dióxido de Carbono, Metano, Clorofluorcarbonos (CFC), Óxido Nitroso, Óxidos de Azoto e Ozônio. Com maior destaque ao Dióxido de Carbono... o gás mais em voga na questão ambiental.

          A natureza, porém, deste efeito estufa é completamente saudável e favorável à sobrevivência humana e à vida! Sem este Efeito Estufa, a Terra seria muito fria e não se teria condições de vida, condições de fotossíntese e outros processos bioquímicos... o Efeito Estufa é absolutamente normal, não sendo o problema... o problema se chama Humanidade... Humanidade esta que desequilibra o sistema natural e, com suas atividades industriais, consumistas e etc, degradam a vegetação e, ao mesmo tempo, insuflam a Atmosfera com Dióxido de Carbono, promovendo o aumento da “espessura do vidro”. Aumento este que estaria transformando a Terra num verdadeiro microondas.
        
        O problema não é o Efeito Estufa, nem o Dióxido de Carbono e tampouco o seu nariz (que exala Dióxido de Carbono o tempo todo). O problema é o excesso de veículos, as indústrias poluidoras, além das vacas de corte, que exalam o gás metano durante sua flatulência (se bem que é sempre bom comer uma Picanha). O problema é a atividade humana, que ademais de emitir abundantemente Dióxido de Carbono, ainda acaba com a vegetação e todo o restante da Biosfera.

         Politicamente, já se tentou a Rio 92, o Protocolo de Kyoto e mais recentemente a “reunião” em Copenhague... tudo fica na fala; infelizmente, a ganância fica em primeiro lugar, a política deixa tudo no “a decidir”. Ninguém quer dar o primeiro passo para salvar o mundo, mas sim suas economias.

         Porém, nunca é tarde para fazer o bem. Como já disse o francês Emmanuel Sieyes, levantando o terceiro estado francês durante a Revolução de 1789, “(...) todo poder emana do povo”, e se o povo quiser salvar o mundo, que força – por mais arrebatadora que seja – seria capaz de deter a paixão que se tem por este Planeta, nos ofertado com ideais condições de vida? Nenhuma, pois o Mal só domina quando o Bem não se manifesta.
        
        É de mérito, ainda, deixar aqui um recado que Mahatma Ghandi – prevendo o que se poderia acontecer – deixou à política mundial e às pessoas que pensam que do dinheiro vem todas as coisas: “A terra provê o suficiente para satisfazer as necessidades de todos os homens, mas não a sua ganância”.
        
        Talvez depois desta mensagem, possamos entender que quando derrubarmos a última árvore e poluirmos o último rio... não comeremos dinheiro, e nem se terá política para o caos.
        

           Assim, fica-se uma “luz” de esperança, expressada pelo dramaturgo alemão Bertolt Brecht:
 (...)mas  tudo muda: com o último alento
                                     Podemos de novo
                                     Começar



sexta-feira, 21 de maio de 2010

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Curiomania - O vício do cigarro

Do saneamento básico ao cigarro...( Figurinhas > Lixo > Saneamento Básico > Cigarro > ?? )            

            O cigarro é uma droga lícita no Brasil e, por causa dela há milhões de pessoas enfrentando quadros clínicos irreversíveis e morrendo aos poucos em todo o país. Ele é o produto de consumo mais vendido no mundo.
             Há centenas de substâncias nocivas na composição do cigarro e mesmo assim, bilhões de pessoas continuam consumindo. Para que você, leitor do blog Curiomanias, tenha uma idéia, no mundo todo, cerca de seis pessoas morrem por minuto por causa do cigarro, uma estimativa de morte de um a cada dois fumantes.

            As doenças respiratórias e cardiovasculares não afetam apenas os consumidores diretos, mas também, os chamados de ‘’fumantes passivos’’ que são as pessoas que convivem com eles.

            Além desse mal que o cigarro faz a saúde de todos os que estão ligados de alguma forma a ele (seja diretamente ou indiretamente), também proporciona uma grande diferença nas finanças do consumidor no final do mês.

            Você verá a seguir uma entrevista feita por Hugo Ottati da Equipe Curiomanias com Lailla Vaisman de dezenove anos (19), fumante desde os quatorze (14), brasileira que atualmente mora na Dinamarca:

Pergunta: Há quanto tempo você fuma?
Resposta: Bom, fumar mesmo, uns cinco anos (desde os 14 anos de idade).

Pergunta: Com qual freqüência você fuma? Em média de quantos maços diários?
Resposta: Mais ou menos um maço por dia.

Pergunta: O que fez você começar a consumir o cigarro?
Resposta: Eu acho que as maiorias das pessoas começam por influência externa, acho que talvez foi uma mistura. Não teve pressão, mas todos faziam, e misturando com a curiosidade, eu comecei

Pergunta: Você sabia das conseqüências quando começou a consumir? E sabe agora?
Resposta: Eu sabia sim. Eu acho que isso é muito divulgado, eu ficaria surpresa de conhecer alguém que fuma e não sabe. Já aconteceu de pessoas me pararem no Brasil para me informar que faz mal a saúde.

Pergunta: Você já pensou no dinheiro que você poderia estar investindo no seu futuro, mas esta utilizando para prejudicar sua própria saúde?
Resposta: Pensar eu penso, mas com o tempo eu me acostumei. Virou parte, como comprar roupa para usar. Mas também agora que eu comecei a ganhar meu próprio dinheiro, eu tenho pensado mais sobre o assunto.

Pergunta: Então pretende parar?
Resposta: Planejo para o futuro, tenho muitos amigos que vivem dizendo que vão parar, que estão tentando, mas ficam alguns dias e depois voltam. Eu tento ser mais realista. Sei que se eu tentar agora não vou agüentar, não tenho cabeça para isso. Meu estudo esta muito pesado e vivo estressada. Quero parar quando terminar o segundo grau de vez.


             Fica claro, portanto, que o cigarro (assim como o tabagismo em geral) é um dos vários vícios humanos. São atitudes que permeiam os usos das pessoas e, apenas com a recente onda da “vida saudável” – impulsionada principalmente pela nova concepção de bem-estar social trazida ao mundo pela pós-modernidade – tal hábito passou a ser combatido com intenso vigor – tanto socialmente quanto juridicamente.

              A pós-modernidade, ainda, trouxe a preocupação com o Aquecimento Global... aquecimento este que, devido ao processo de combustão ocasionado no toco de cigarro consumido pelo fumante, transforma cada consumidor tabagista num contribuidor para o Efeito Estufa

   

terça-feira, 18 de maio de 2010

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Curiomania - Saneamento básico... nem sempre é básico, é favor.

                                                          Do lixo ao saneamento básico...




    E falando em Saúde, diz o artigo 196, caput, da Constituição brasileira: “A saúde é direito de todos e dever do Estado, garantindo mediante políticas sociais e econômicas que visem à redução do risco de doença e outros agravos (...)”. Juridicamente, trata-se de uma norma programática, mas, no bom linguajar leigo, dir-se-ia “norma do deixa pra depois”. Muito bem, vocês estão no Brasil!

    Espantem-se: a criança, com a mesada, compra seus pacotes de figurinha, os joga no chão, aumentando os problemas com lixões, aterros, etc, afetando a vida de pessoas que são atingidas, diretamente, pelo mal que causam esses dejetos... pobre das famílias que sequer são favorecidas pelo Saneamento Básico, imprescindível para a plena eficácia da dita norma constitucional. (se fossem só as figurinhas...)

    Pois bem, o que seria Saneamento básico? Seria um conjunto de medidas adotadas que proporcionam uma situação higiênica saudável para os habitantes. Conceito este que nos leva a crer que o lixo é, diretamente, o inimigo desta política pública, afetando milhares de famílias, acabando com a dignidade de vida de milhares de crianças. E quem produz o lixo? Fácil, começa com “ser” e termina com “humano”.
   Sendo assim, quais seriam as conseqüências para as pessoas que sofrem com a falta de uma garantia mínima da Constituição? Muitas:

    Hepatite A: vírus de transmissão oral-fecal, através de contato entre pessoas, água ou alimentos contaminados. Fígado é o órgão mais atingido. Causa dor abdominal, febre alta, falta de apetite e a chamada “pele amarelada” (Amarelão)

   Cólera: causada pela bactéria Vibrio cholerae. Pessoas atingidas apresentam diarréia aquosa, que pode evoluir para a desidratação. A Organização Mundial de Saúde (OMS) estima que entre 1970 e 2000, 4.400.000 casos de cólera foram notificados, com quase 200.000 óbitos.

   Ademais destas duas graves doenças, têm-se ainda a amebíase, ascaridíase (lombriga), esquistossomose, malária... enfim; já é o bastante para sabermos o quão grave podemos sofrer com a falta de saneamento básico e com a falta de educação, ao jogarmos lixo na rua.
  
    Pois bem, como se diz nos versos daquela conhecida canção, “quem sabe faz a hora, não espera acontecer”. Apesar do Texto Legal ter garantido a nós, brasileiros, o direito à saúde e, mesmo assim, não estar cumprindo-o, façamos pelo menos a nossa parte para com as outras pessoas. O lixo que jogamos na rua pode não nos afetar naquele momento, mas, além de prejudicar uma família mais humilde, o mesmo lixo pode afetar gerações futuras, haja vista o demorado tempo de decomposição do dejeto.
   
   Deduz-se, então, que o lixo faz mal à saúde, assim como a fumaça dos carros, das indústrias... e dos vários tocos de cigarro, costume esse que divide opiniões, mas não a sua polêmica...

domingo, 16 de maio de 2010

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Curiomania - O meio ambiente não quer Luxo, nem Lixo...

                                                                                Das figurinhas ao lixo...





         Segundo o dicionário Michaelis, lixo seria “aquilo que se varre para tornar limpa uma casa, rua, jardim, etc”. Pois bem, de fato, um ambiente limpo seria um ambiente sem Lixo: sem sujeira, sem restos orgânicos, sem embalagens de figurinhas no chão...

          Os reflexos da atual Sociedade de Consumo – na qual o que vale é consumir simplesmente por consumir – fizeram-se refletir na pesquisa que o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulgou, em 2008, onde se constatou que a República Federativa do Brasil produz nada menos que 140 mil toneladas de “resíduos sólidos urbanos” por DIA... haja figurinhas, hein? Quem dera se só fossem elas...

          Ainda, na Pesquisa Nacional de Saneamento Básico – promovida pelo mesmo IBGE -, dessas 140 mil toneladas, 30,5% vão para os chamados Lixões; 22,3% vão para os Aterros ditos controlados e 47,1% vão para os Aterros Sanitários. A pesquisa, portanto, concluiu que 52,8% do chamado LIXO são tratados de maneira incorreta para com o meio ambiente, visto que as aglomerações urbanas sofrem com os Lixões, onde não é raro se ver crianças trabalhando num profundo estado de miséria e de abandono, imersas, inevitavelmente, no “estado de necessidade”... necessidade de vida, seja ela digna ou não.

         Por exemplo, no estado de São Paulo, o Inventário Estadual de Resíduos Sólidos Domiciliares – promovido pela Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental (CETESB) – concluiu que dos 3686 catadores no Estado, 448 são crianças. Como se vê, o lixo não afeta tão-somente o meio ambiente... triste dado.

          Diante de tantos “problemas lixescos”, seria prudente lembrarmos Niccolo Machiavelli: “Se não pode com seus inimigos, una-se a eles!”. Usando esse pensamento, talvez, o Plano Nacional sobre Mudança do Clima (PNMC) objetiva que 20% dos resíduos sólidos sejam reciclados até 2015. Afinal, façamos do lixo uma oportunidade, já que não podemos nos livrar dele; até porquê, pensando-se bem, o lixo é fruto do homem, e este tem a péssima mania de achar que é auto-suficiente perante o Universo, como já bem nos disse Pierre Teilhard de Chadin: “O homem moderno tem obsessão de despersonalizar o Mundo, e com isto, perde o verdadeiro sentido da natureza humana, talvez, porque o indivíduo perca as devidas proporções existentes entre o seu eu e as dimensões do Cosmo à sua volta”.

          O homem não aprendeu, quiçá, que “tudo que sobe, desce” (vulgarizando a gravidade, de Newton): lixo causa entulho, que causa  poluição, que afeta o saneamento básico, que afeta a SÁUDE... ou seja, nossas ações sempre vão repercutir em algum lugar, em algum momento.
      
          Ao se atirar um dejeto na calçada, o sujeito acha que está se livrando de seu medíocre problema... mas está, simplesmente, causando um maior ainda.

quinta-feira, 13 de maio de 2010

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Curiomania - Álbum de figurinhas: muito mais que um hobby...


http://www.youtube.com/watch?v=PLR0BDh-YHk



            Com o advento da Copa do Mundo, volta-se à tona, mais uma vez, a febre que toma conta de muitas pessoas, independentemente da faixa etária: o Álbum de Figurinhas.
            Porém, a mania não é de hoje; e, para surpresa de muitos, as figurinhas chegaram a ser uma fonte extraordinária de cultura e conhecimentos gerais. Vejamos mais de perto.
            A história das figurinhas no Brasil teve início em 1907 com o lançamento da coleção de “60 bandeirinhas da Tabacaria Estrela de Nazareth”. Quem diria, após décadas e décadas, a mania foi se desenvolvendo e expandindo entre gerações, o que acabou perpetuando este saudável passatempo - dentre os mais famosos álbuns, podemos citar “A Holandeza”, “Marcapito”, “Solar”, entre outros.
(Site contendo conteúdo sobre os albuns antigos (com fotos) -> http://www.brasilcult.pro.br/ensaios/ruth/ruth.htm
            Talvez mais importante que o ato de “colecionar”, seria o fato de, simultaneamente, o álbum de figurinhas promover a socialização entre as pessoas e a aproximação destas com a cultura ao seu entorno. Ou seja, as figurinhas nos ajudam a compreender o que se passa em nossa sociedade. Louváveis, por exemplo, foram os álbuns “Antigos Soldados do Brasil”, dando relevância à pátria amada e “Descobridores e Inventores célebres”, que deixava o fã a par dos grandes avanços da sociedade.

             No país do futebol, claramente, o esporte bretão não poderia ser deixado de lado... e a febre pegou: álbuns de campeonatos, figurinhas de ídolos, escudos... o álbum de figurinha, ademais de manter a sua louvável tradição, penetrou no coração do torcedor brasileiro... inspirando – por exemplo – criancinhas que, ávidas por ter a figurinha do camisa 10 de seu time, gastam o dinheiro da mesada, no jornaleiro, comprando pacote e pacotes, até que encontram seu camisa 10 e acabam jogando toda a embalagem no chão...
 
            Embalagem no chão é lixo, o que afeta a qualidade de vida, acarretando problemas ao meio ambiente. Mas aí já é outra história...


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